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Cabo Verde deu mais um passo no reforço da vigilância em saúde pública com o lançamento da primeira edição do Programa de Treinamento em Epidemiologia de Campo (FETP) – Nível Intermediário, uma iniciativa que visa fortalecer a capacidade nacional de prevenção, deteção e resposta a emergências de saúde pública, numa abordagem integrada de Uma Só Saúde (One Health).

Na sua intervenção, a Ministra da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Eveline Ramos, manifestou a sua satisfação pelo lançamento desta primeira formação, considerando-a um marco importante para o país e um passo estratégico para consolidar a capacidade nacional em epidemiologia de campo.

A governante sublinhou que, num mundo cada vez mais globalizado e marcado por desafios como as alterações climáticas, a degradação ambiental, a intensificação dos sistemas alimentares e o surgimento de novas doenças, torna-se essencial investir em respostas coordenadas, integradas e assentes na evidência científica.

Eveline Ramos realçou igualmente a importância da abordagem Uma Só Saúde (One Health), lembrando que a saúde humana, a saúde animal, a saúde vegetal e a saúde dos ecossistemas são indissociáveis. Salientou que muitas das doenças emergentes têm origem animal e que as alterações ambientais influenciam diretamente a segurança alimentar, a produtividade agrícola e a saúde das populações, reforçando a necessidade de uma colaboração estreita entre os setores da saúde, agricultura, ambiente e investigação científica.

Coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), com o apoio da Unidade de Gestão de Projetos Especiais (UGPE) e da Associação Brasileira de Epidemiologistas de Campo (ProEpi), o programa enquadra-se no Health Security Project in West and Central Africa, financiado pelo Fundo Pandémico.

Com duração de 9 meses, o treinamento combina formação presencial, orientação virtual e trabalho de campo, permitindo aos participantes desenvolver competências em investigação epidemiológica, avaliação dos sistemas de vigilância e resposta a eventos prioritários de saúde pública.

A iniciativa prevê a formação de até 18 profissionais até março de 2027, contribuindo para a criação de uma rede nacional de especialistas, o reforço da capacidade de resposta a emergências e a consolidação da vigilância epidemiológica em Cabo Verde.