A Ministra da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas fez um balanço satisfatório da visita de trabalho à ilha de São Vicente, destacando os principais desafios e necessidades dos setores da agricultura, pesca e aquacultura.

siteDurante a visita, foram acompanhados projetos e infraestruturas fundamentais para o desenvolvimento destes setores, com destaque para a Ribeira de Calhau, onde foram visitadas as obras da dessalinizadora de água, e para a Fazenda de Camarão, cuja infraestrutura foi afetada pela passagem do furacão Erin.

Na Fazenda de Camarão, cerca de 60% da estrutura já foi recuperada, permanecendo ainda 40% por reabilitar. A recuperação integral da infraestrutura é essencial para permitir o aumento da capacidade produtiva, atualmente inferior a 40 toneladas de camarão por ano, face às 150 toneladas inicialmente previstas.

A Ministra destacou a necessidade de encontrar mecanismos de financiamento adequados para apoiar os operadores e promover a recuperação sustentável das atividades de agricultura, pesca e aquacultura.

Água para a agricultura foi igualmente uma das questões centrais da visita. Referente à Ribeira de Vinha, foram analisadas as preocupações dos agricultores relativamente à qualidade da água residual tratada e à sua distribuição. O Ministério pretende melhorar a rede de distribuição e repor os contadores nas parcelas agrícolas, permitindo maior controlo do consumo, melhor planeamento da produção e maior transparência dos custos de irrigação.

Relativamente à dessalinizadora do Calhau, a Ministra informou que o projeto, financiado pela Hungria, tem o prazo de conclusão prolongado até junho de 2027. Após a conclusão e entrega das infraestruturas ao Ministério, através da ADR, a água deverá ser disponibilizada para atividades agropecuárias.

Durante o encontro com a Associação de Peixeiras, foram abordadas questões relacionadas com o apoio aos pescadores, o reassentamento das peixeiras e a construção do novo mercado.

A Ministra reafirmou que o Governo continuará a trabalhar no apoio aos pescadores, sobretudo aos pescadores artesanais, através do acesso a fatores de produção, incluindo o apoio à aquisição de motores.

Neste âmbito, destacou também a intenção de reestruturar o Fundo Autónomo das Pescas, com o objetivo de tornar mais célere e eficiente o processamento dos pedidos de apoio e melhorar a capacidade de resposta às necessidades dos operadores do setor.

Outro ponto abordado foi o reassentamento das peixeiras, associado à construção do novo mercado, concebido para proporcionar melhores condições de trabalho, maior dignidade e melhores condições de conservação e comercialização do pescado, incluindo sistemas de frio.

A Ministra reconheceu que o processo de reassentamento representa um novo desafio e salientou a necessidade de adaptar as soluções às necessidades que forem surgindo, mantendo o diálogo com as peixeiras e trabalhando para responder aos desafios decorrentes da implementação do novo espaço.

A agenda incluiu ainda visitas à SOCIAVE, NORTUNA, FAP, Unidade de Transformação Agro-alimentar- UTAGA, Granja Pipi proporcionando momentos de diálogo com operadores e colaboradores e permitindo conhecer de perto os desafios enfrentados por cada entidade.

A visita reafirmou o compromisso do Governo com a modernização, industrialização e empresarialização dos setores primários, com particular atenção à melhoria das infraestruturas, ao acesso à água, ao financiamento e à criação de melhores condições para produtores e operadores.